À espera de proposta, servidores de Hortolândia em greve aceitam adiar reivindicações por acordo, diz sindicato

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Os servidores municipais de Hortolândia (SP), em greve há 16 dias, aceitam adiar as negociações sobre parte das reivindicações feitas à Prefeitura para encerrar o protesto, de acordo com o sindicato da categoria (STSPMH). O presidente, Milton Vianna Pinto, garante que o movimento será suspenso se o governo municipal estabelecer um novo diálogo, e afirma que há duas prioridades.

“A nossa pauta é grande, mas o que queremos negociar é pequeno. Nós queremos a reposição dos dias parados, e que o aumento seja de 2,86% [IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo]. A Prefeitura propõe 1,56%”, explica o sindicalista. Segundo ele, 1,5 mil dos 5 mil integrantes do funcionalismo estão parados e as principais áreas afetadas são as de saúde e educação.

“A população está sofrendo, há mães que não conseguem deixar os filhos nas escolas e as unidades de pronto atendimento estão funcionando com 30% do efetivo”, pondera Vianna Pinto ao lembrar que, por outro lado, as ações de vacinação estão mantidas nas unidades da rede.

Entre as reivindicações feitas inicialmente pela categoria estavam alta de 7% nas remunerações (IPCA + aumento real), troca da cesta básica por cartão de compra no valor de R$ 350, plano odontológico com custo zero, além de mudança da data-base para março, a partir de 2020.

 

Impasse
Em 3 de agosto, a Justiça determinou que os serviços essenciais sejam mantidos na cidade, sob pena de multa, e o sindicato da categoria afirma que cumpre a decisão. Na semana passada, uma audiência de conciliação realizada pelo Tribunal de Justiça do estado (TJ-SP) terminou sem acordo.

O que diz o governo?
Procurada pelo G1, a assessoria da Prefeitura preferiu não se manifestar sobre o assunto.

 

Fonte: G1

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